Nem sempre o desejo de ter filhos caminha no mesmo ritmo da vida profissional, dos relacionamentos ou até do próprio autoconhecimento. E está tudo bem. Esse foi um dos pontos centrais da conversa entre Valesca Karsten, mãe de Thiago e Roberta, colunista da Pais&Filhos, e Andressa Simonini, filha de Branca Helena e Igor, CEO da Pais&Filhos, no podcast PodeMãe.
Mesmo trabalhando há anos com conteúdo voltado para famílias, Andressa nunca tratou a maternidade como uma obrigação com prazo definido. Pelo contrário: ao longo da carreira, ela percebeu que queria ser mãe – mas não de qualquer jeito, nem em qualquer momento.
Essa consciência, combinada com o avanço da idade, levou a uma decisão importante: o congelamento de óvulos.
Um papo real sobre maternidade, mesmo sem filhos
Logo no início do episódio, Valesca Karsten, apresentadora e idealizadora do PodeMãe, deixa claro o tom da conversa: maternidade não é só sobre quem já tem filhos, mas também sobre quem está pensando (ou ainda decidindo) se quer ter.
A convidada, Andressa Simonini, parte exatamente desse lugar. Ela ainda não é mãe, mas construiu sua trajetória profissional mergulhada no universo das famílias – o que, inclusive, influenciou diretamente suas escolhas pessoais.
“Você tem o direito de escolher o momento como você achar melhor para você”, afirma Valesca. Essa frase resume bem o fio condutor do papo: a maternidade como possibilidade, não como obrigação.
O que é o congelamento de óvulos e por que considerar
O congelamento de óvulos é um procedimento da medicina reprodutiva que permite preservar a fertilidade feminina. Em termos simples, os óvulos são coletados e armazenados para uso futuro, aumentando as chances de gravidez quando a mulher decidir que é o momento certo.
Segundo Andressa, o ponto de virada aconteceu aos 34 anos, quando ela percebeu que não queria abrir mão da maternidade, mas também não queria acelerar decisões importantes por pressão do tempo biológico.
“Foi a maior liberdade que eu tive na minha vida”, contou. A partir daí, ela buscou orientação médica e iniciou o processo, que envolve exames, uso de hormônios e a coleta dos óvulos.
Como funciona o processo
Apesar de parecer complexo, o procedimento é mais acessível do que muita gente imagina. De forma geral, ele acontece em etapas:
- Avaliação da saúde e da reserva ovariana
- Estímulo hormonal para maturação dos óvulos
- Monitoramento com exames e ultrassons
- Coleta dos óvulos para congelamento
No caso de Andressa, todo o processo durou cerca de um mês. Ela destaca que, embora existam efeitos físicos e emocionais, principalmente por conta dos hormônios, o acompanhamento médico faz toda a diferença.
É aqui que entra a importância de escolher uma estrutura confiável, como o FertGroup, referência nacional em reprodução assistida. Com clínicas em diferentes estados, o grupo oferece suporte completo para quem deseja preservar a fertilidade ou iniciar um tratamento.
Existe uma idade ideal?
Sim, e esse é um ponto importante. A fertilidade feminina diminui com o tempo, especialmente após os 35 anos. Por isso, especialistas recomendam que o congelamento de óvulos seja feito preferencialmente antes dessa idade, quando a qualidade e a quantidade dos óvulos tendem a ser maiores.
Durante o podcast, Andressa compartilha dados que reforçam essa queda progressiva nas chances de sucesso com o passar dos anos, o que torna o planejamento ainda mais relevante.

Impactos emocionais e a liberdade de escolha
Um dos aspectos mais marcantes do relato é o impacto emocional. Andressa detalha, sem filtros, como foi viver o processo. Ela explica que tudo começa com uma bateria de exames para avaliar a saúde e a reserva ovariana. Depois, vem a fase de estímulo hormonal, com aplicações diárias ou semanais, acompanhamento frequente na clínica e, por fim, a coleta dos óvulos.
Mas o que realmente chama atenção é o lado emocional, muitas vezes pouco falado. “Eu achei que era simples, mas mexe muito com a gente. Teve um momento que eu me senti a pessoa mais sozinha do mundo”, relata.
Durante as semanas de hormônios, ela descreve oscilações de humor, sensação de inchaço e até dúvidas sobre suas próprias escolhas. Ao mesmo tempo, reconhece que essas reações fazem parte do processo.
Valesca reforça o quanto esse caminho envolve não só o corpo, mas também a mente: “Olha só todo o processo que envolve: psicológico, de organização, de tudo”, comenta.
Mas, depois da coleta, a sensação foi outra: alívio, tranquilidade e, principalmente, liberdade. A liberdade de não precisar tomar decisões apressadas. A liberdade de não escolher um parceiro apenas por medo do tempo. A liberdade de viver outras prioridades sabendo que a maternidade ainda pode acontecer.
O papel do acompanhamento médico
Ao longo do episódio, Andressa também destaca a importância de estar bem assistida durante todas as etapas, desde a decisão até o pós-procedimento.
Nesse contexto, clínicas especializadas fazem toda a diferença. O FertGroup, por exemplo, reúne diferentes unidades pelo país e oferece suporte completo em medicina reprodutiva, incluindo o congelamento de óvulos.
Ter uma equipe preparada ajuda não só na parte técnica, mas também no acolhimento – algo que, como o próprio relato mostra, é essencial.
A maternidade como escolha – e não imposição
Outro ponto importante discutido no episódio é a pressão social sobre a mulher, especialmente quando o assunto é fertilidade. Muitas vezes, a responsabilidade por engravidar recai apenas sobre ela – quando, na verdade, a infertilidade pode envolver tanto homens quanto mulheres.
Trazer esse tema para a conversa, como faz o PodeMãe, ajuda a ampliar o olhar e reduzir estigmas.
Informação é poder (e também acolhimento)
Falar sobre congelamento de óvulos ainda é tabu para muita gente. Mas quanto mais informação circula, mais mulheres conseguem tomar decisões conscientes sobre o próprio corpo e o próprio futuro.
Seja para quem tem certeza de que quer ser mãe, seja para quem ainda está em dúvida, entender as possibilidades faz toda a diferença.
E, como mostra a experiência compartilhada no podcast, contar com apoio especializado, como o oferecido pelo FertGroup, pode transformar uma decisão difícil em um processo mais seguro, acolhedor e tranquilo.
Veja o podcast completo:

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