Mais recentemente, polêmica ganhou força após a pressão feita pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre várias universidades americanas que foram palco de protestos contra as ações de Israel em Gaza para que elas incorporassem a definição da IHRA, muitas vezes sob a ameaça de cortes de verbas federais.

Antes de um acordo de 220 milhões de dólares com o governo Trump, anunciado na quarta-feira passada, a Universidade Columbia concordou em incorporar a definição da IHRA e seus exemplos em seu processo disciplinar.

Na Alemanha, também houve polêmica em 2024 após o Parlamento aprovar uma resolução que tornava o financiamento de projetos culturais e acadêmicos dependentes da adesão à definição de antissemitismo da IHRA, algo que gerou protestos entre grupos de esquerda e também vários intelectuais judeus.

Em 2023 mais de cem organizações da sociedade civil israelense e internacional já haviam solicitado às Nações Unidas para que a organização rejeitasse a definição.

“A adoção da definição por governos e instituições é frequentemente enquadrada como um passo essencial nos esforços para combater o antissemitismo. Na prática, no entanto, a definição da IHRA tem sido frequentemente usada para rotular erroneamente as críticas a Israel como antissemitas e, assim, coibir e, às vezes, suprimir protestos não violentos, ativismo e discursos críticos a Israel e/ou ao sionismo, inclusive nos EUA e na Europa”, afirmaram em carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

E entre as pessoas que dizem que a definição da IHRA tem sido usada para censurar a liberdade de expressão e silenciar críticas legítimas está o principal redator da definição, o jurista e acadêmico Kenneth Stern.





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